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Chuva de Meteoros: Orionídeas

Você já olhou para o céu à noite e viu um risco brilhante passando por alguns segundos, uma estrela cadente? Por acaso, fez um pedido? Vamos explicar a ciência desse fenômeno! Esse risco nada mais é que um pedacinho de rocha que viajou por nosso Sistema Solar por bilhões de anos e passou pela atmosfera da Terra, podendo alcançar velocidade de 100.000 quilômetros por hora (o suficiente para fazer o trecho Rio de Janeiro-São Paulo em um pouco mais que 16 segundos), incendiando com o atrito com o ar e maravilhando os seus olhos. Independente de ter visto ou não, se prepare porque entre os dias 19 e 20 de outubro veremos o pico da chuva de meteoros Orionídeas para esse ano.

Uma chuva de meteoros é um evento em que o número daqueles riscos brilhantes aumenta muito, tanto a ponto de parecer que está chovendo pedregulhos brilhantes do céu (taí o porquê do nome!). Acontecimentos assim ocorrem quando a Terra cruza o caminho de resíduos de corpos maiores do Sistema Solar. Neste próximo dia 20 de outubro, nosso planeta atravessará o caminho de ninguém mais, ninguém menos, que do cometa Halley. Quando fez sua última visita nesse canto do Sistema Solar, o cometa perdeu esses resíduos por causa da radiação solar e, principalmente, por causa dos ventos solares. Então, esses resíduos são um rastro que marca a órbita que ele fez da última vez que passou por essas bandas, em 1986.

Se você teve a oportunidade de observar o Halley naquele ano, você é um privilegiado! Mas caso você não tenha visto, terá a chance de ver pelo menos alguma partezinha dele. Ou algumas! Em um ano normal é possível ver de 10 a 20 meteoros por hora nessa chuva, porém em anos bons, já foi possível observar até 75 meteoros por hora. Para 2020, se você estiver atento, poderá ver mais de 50 meteoros durante toda a noite. Para se inspirar, veja o vídeo abaixo. Ele mostra um brilhante meteoro da chuva orionídeas capturado no Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini (OCMJN), em 2018. Vale a pena ficar de olho durante a noite.

Para ver o fenômeno, afaste-se dos grandes centros urbanos. Procure lugares escuros, forre algo confortável no chão, deite-se e espere os olhos se adaptarem à escuridão. A constelação de Órion nasce por volta das 23h30. Para encontrar essa constelação basta procurar as “Três Marias” na direção leste, nesse horário (utilize o mapa em anexo). O radiante, que é a região de onde os meteoros parecem surgir, estará na região de uma estrela avermelhada dessa constelação, chamada Betelgeuse. De qualquer modo, os meteoros devem cruzar toda região do céu visível. Acalme-se, aguarde, e bons céus!

Texto e revisão: Jonatã Arcas Silva e Equipe de Extensão do Observatório do Valongo

Crédito da Foto de Capa e Vídeo: Luciana Fontes, Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini (OMCJN) e EXOSS.org.

Crédito do mapa: Stellarium, Copyright © 2004-2020 Fabien Chereau et al., GNU General Public License

Agradecimentos: Rede de monitoramento de meteoros EXOSS Citizen Science Project (Exoss.org)

 

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