Observatório do Valongo

A extensão conecta a universidade com todos os demais setores da sociedade. São ações realizadas pela comunidade acadêmica em parceria e em diálogo com grupos sociais e territórios sem vínculo institucional com a Universidade.

Visitação Pública ao Observatório do Valongo

O Observatório do Valongo iniciou seu Programa de Visitações Públicas no dia 10 de março de 2015. Os Objetivos do programa são inserir o Observatório do Valongo no circuito cultural da nova Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro e aproximar o público leigo da Astronomia, ciência que desperta enorme interesse, fascínio, mas que é pouco compreendida pela população e ainda pouco divulgada pelos meios de comunicação.

O Programa de Visitação Pública compreende duas atividades: a visita guiada diurna às dependências do Observatório e as sessões de observações noturnas dos astros.

A visita diurna ocorre de terça-feira à sexta-feira, de 11h00 às 16h00, excluindo feriados.

As observações noturnas dos astros ocorrem todas as quartas-feiras, das 18h00 às 21h00, exceto na vigência do horário de verão, quando começam às 19h00.

Visitas de escolas e de grupos contando com mais de 10 pessoas devem ser previamente agendadas através do telefone 2263-0685 (ramal: 236) ou pelo email mello@astro.ufrj.br.

Coordenação: Dr. Daniel Mello

O projeto Astros a Serviço das Ciências, iniciado em 2001, reabriu em 2022 um diálogo do OV com as escolas interessadas em reformar e incrementar seus currículos utilizando a Astronomia e Exploração Espacial como ferramenta motivadora em sala de aula.

A principal proposta é oferecer aos alunos do Ensino Fundamental e Médio a oportunidade de fazer pesquisas de uma forma lúdica em suas salas de aula, disseminando o letramento científico, através de ferramentas de STEAM e de Design Thinking em consonância com o currículo exposto na Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2018).

As pesquisas são realizadas dentro do período de 6 meses em dois grandes temas atualmente:

Guardiões do Céu Noturno, que aborda o problema da poluição luminosa; sua origem, agentes causadores, problemas causados à sociedade, à saúde e à ciência;

Vamos à Lua, que aborda algumas das dificuldades enfrentadas na execução de uma missão espacial (vida fora da gravidade terrestre, confinamento, alimentação sustentável, trajes espaciais e a escassez da água.

O projeto ainda contempla colônias de férias e oficinas em Feiras de Ciência e durante a visitação escolar ao Observatório do Valongo.

O público são alunos do ensino fundamental e ensino médio das escolas da rede pública e privada, onde são oferecidas atividades relacionados aos projetos de pesquisa como Astronomia e Exploração Espacial, Colônias de Férias, Visitação Escolar com Oficinas de Astronomia e Exploração Espacial, Oficinas de Astronomia e Exploração Espacial em Feiras de Ciência, Concursos de Desenho e Poesia com a temática de Astronomia e Exploração Espacial, Desafios On Line de Observação do Céu e Curso de Astronomia e Exploração Espacial voltados para professores do Ensino Fundamental e Médio.

Coordenação: Astrônoma Ana Beatriz de Mello

Meteoritos são as únicas amostras extraterrestres em abundância para estudo. A recuperação de cada meteorito é de grande importância científica. Para aumentar o número de meteoritos brasileiros e popularizar a Astronomia, a professora M. E. Zucolotto (MN) lançou, em 2009, a campanha “Tem um ET em seu Quintal?”, responsável pelo aumento significativo de novos meteoritos (42 quando a campanha foi lançada e 78 hoje, 2019).

Em 2017, a professora D. Andrade (OV) e a doutoranda A. Tosi, do Laboratório da Microssonda Eletrônica do IGeo, se juntaram a professora Zucolotto numa viagem em busca de novos fragmentos do meteorito Três irmãos (BA). O trio já trabalhava na análise de meteoritos. Na viagem, fizeram muitas visitas e divulgação e criaram o grupo Meteoríticas (mulheres cientistas da UFRJ que saem pelo mundo caçando meteoritos).

O grupo tem como tripé a divulgação científica, a pesquisa e a caça aos meteoritos nos campos. Nos quatro anos do grupo, artigos foram publicados, meteoritos classificados, muitos trabalhos de campo e histórias arquivadas. Possuem perfil nas redes, um canal de divulgação no YouTube e site de divulgação. Sempre que possível, as aventuras do grupo são apresentadas nas redes sociais e muita gente se interessa.

Então, foi natural a ideia de escrever livros no formato de revistas em quadrinho, que podem ser impressos e on line para contar as aventuras deste grupo de forma lúdica, colocando um pouco de ficção científica com a intenção de divulgar ciências. A ideia é levar este projeto para qualquer pessoa interessada através da internet. No caso do material impresso, a ideia é levar nas cidades onde costumamos fazer divulgação, nas suas escolas públicas, quando cai um meteorito.

Em geral, são escolas do interior, já que, embora um meteorito possa cair aleatoriamente em qualquer lugar, a área do interior do nosso Brasil é muito maior do que o litoral, sendo, por isso, mais fácil de recuperar um meteorito no interior. Desta forma, fica impossível dizer antecipadamente os nomes das escolas, pois não sabemos onde um meteorito pode cair com antecedência.

Coordenação: Professora Diana Paula Andrade

O projeto trabalha formas de promoção da equidade de gênero e tem como público alvo mulheres-mães pertencentes ao público externo da universidade e mulheres-mães discentes da universidade, promovendo uma relação de construção dialógica do conhecimento entre o público externo da universidade e o corpo social da UFRJ.

O projeto tem como eixos de trabalho o acesso, a permanência e a progressão da carreira dessas mulheres-mães; dentro desses eixos, realizamos ações desde aulas, cursos, minicursos, orientação vocacional, orientação acadêmica, suporte psicológico, promoção de debates, oficinas, seminários, rodas de conversa e núcleos de estudos e pesquisa sobre as temáticas maternidade e equidade de gênero.

O projeto leva ao ambiente acadêmico, a reflexão, conscientização e a visibilidade quanto às questões referentes à maternidade dentro da universidade. Visa também a construção de empatia e acolhimento por parte do corpo social da UFRJ, promovendo desta forma o apoio necessário e o incentivo às alunas mães a permanecerem na universidade, além de promover o incentivo de mulheres-mães que almejam a entrada em uma universidade.

O projeto é voltado para mulheres-mães em diferentes fases da formação:

(1) mulheres-mães jovens e adultas em vulnerabilidade socioeconômica estudantes da rede pública do Rio de Janeiro que almejam concluir seus estudos e ingressar no ensino superior em uma universidade pública;

(2) mulheres-mães jovens e adultas discentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, independente do contexto socioeconômico, que enfrentam dificuldades em relação a permanência universitária em razão da maternidade e;

(3) mulheres-mães discentes de graduação e pós-graduação que almejam a progressão de suas carreiras acadêmicas e científicas e enfrentam dificuldades quanto a inserção em programas de pós-graduação e/ou a permanência e conclusão em programas de pós-graduação. 

O projeto tem o objetivo de oferecer aulas e oficinas preparatórias de caráter interdisciplinar, orientação vocacional, além de visitações ao espaço universitário, promovendo a aproximação desse grupo com o intuito de tornar o ensino superior acessível e desejável, tanto para jovens- mães, quanto para mulheres-mães que desejam voltar a estudar após evasão por decorrência da maternidade. 

Em relação à permanência, entende-se que essas mulheres encaram entraves em suas trajetórias acadêmicas quanto suas condições de alunas-mães, além da dificuldade de conciliação dos estudos acadêmicos com a maternidade, o que induz essas mulheres à evasão; o projeto visa oferecer para esse público o acesso à orientação acadêmica, ao apoio psicológico e também a cartilhas e grupos de estudos.

No que tange o eixo de progressão de carreira, o projeto visa incentivar mulheres-mães em suas carreiras acadêmicas e científicas para além da graduação, fornecendo orientação através de cursos, minicursos, palestras e eventos, além de divulgação e incentivo aos estudos e pesquisas científicas, incentivando desta forma a progressão da carreira científica dessas mulheres-mães.

Coordenação: Professora Karín Menéndez-Delmestre

O projeto Universo Acessível é um projeto de extensão, ensino e pesquisa de inclusão social. Diante da escassez de materiais de Ciências na área de Astronomia para alunos com deficiência visual e diante do crescente número de alunos cegos ou com baixa visão, matriculados nas escolas regulares do país, o projeto tem enfoque na produção de recursos didáticos adaptados em diferentes formatos servindo de apoio para alunos do Ensino Fundamental com deficiência visual, buscando estimular o conhecimento nessa área.

Desenvolvemos objetos 3D, feitos com material de baixo custo que podem ser replicados mediante instruções disponibilizadas pelo projeto, cadernos táteis, jogos e livros falados. Esses últimos são distribuídos pelo Instituto Benjamin Constant (IBC), com quem temos um acordo de cooperação.

O público-alvo de nossa ação são pessoas cegas e com baixa visão, em especial os alunos do IBC. No entanto, atingimos estudantes de todo o Brasil, uma vez que o IBC distribui o material criado pelo nosso grupo. Testes iniciais, realizados em sala de aula mostram a eficiência na utilização desse material como apoio para o ensino de astronomia e motivador para estudantes seguirem a carreira em ciências.

Coordenação: Professora Silvia Lorenz Martins

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